A escola flutuante

O estúdio de arquitetura e urbanismo NLÉ que significa “em casa” em Iorubá, a linguagem da primeira população urbanizada da África projetou escolas flutuantes e sustentáveis na Nigéria. Dentro da filosofia de NLE, a ‘casa’ é muito mais do que paredes, pisos e tetos. Para eles, tudo se refere aos blocos de construção da cidade, a vida cotidiana e o uso do espaço público bem complexo de regiões que estão em desenvolvimento.

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Construída para a comunidade de Makoko, a escola é localizada na lagoa da maior cidade da Nigéria, Lagos.

Makokos é uma aldeia de pescadores de 100 mil habitantes que infelizmente sofre muito com a pobreza, alterações climáticas, chuvas pesadas causando inundações com a possibilidade de destruir tudo o que possuem.

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Com isso, o arquiteto Kunie Adeyemi criou o projeto da escola flutuante, tomando uma abordagem inovadora para atender às necessidades físicas e sociais da comunidade, tendo em vista o impacto da mudança do clima e um contexto Africano se urbanizando rapidamente. O seu principal objetivo é gerar um sistema ecológico com uma alternativa sustentável.  A estrutra é feita de madeira e bambu, tem aproximadamente 220m² e 10m de altura e flutua em 256 tambores de plástico reaproveitados. A escola possui playground, espaço para aula ao ar livre e área de lazer. Além disso, painéis solares e um sistema para captar a água da chuva que é filtrada e pode-se usar nos banheiros. Dessa forma, as crianças sempre poderão ir a escola, através de barcos e sem serem prejudicados pelas inundações.

Uma exposição no Museu do Design de Londres reuniu os melhores projetos deste ano nas categorias arquitetura, moda, mobiliário, produtos, gráfica e transporte e a “Makoko Floating School” ganhou o prêmio de design.

Fonte: Hypeness